Podem consultar aqui a versão mais recente de como o FMI acha que devemos gerir a nossa economia (pdf em inglês). Trata-se do “FIRST POST-PROGRAM MONITORING DISCUSSIONS—STAFF REPORT; PRESS RELEASE; AND STATEMENT BY EXECUTIVE DIRECTOR“. São 66 páginas exclusivamente dedicadas a Portugal, no pós-troika.
Há recomendações para várias áreas e medidas muito concretas de política económica. Das mais inovadoras às mais recorrentes. A linha global é conservadora, pouco crente no papel do Estado e assente em preceitos ideológica e economicamente debatíveis. Ainda assim o FMI não vai a votos em outubro mas é um dos nosso principais credores. A ler com atenção por quem tiver de lidar politica e financeiramente com o FMI. Do público ao privado.
Eis alguns tópicos:
- Beneficiários da CGA deverão pagar mais TSU;
- Congelamento das reformas antecipadas;
- Manter o congelamento ou limitar fortemente as progressões, promoções e salários na função pública;
- Congelar as pensões;
- Redução do efetivo dos funcionários do Estado (visando em especial a educação);
- Criação de entidade para gerir e reestruturar a dívida privada;
- Alterar a fórmula de calculo das pensões da CGA;
- Apoio a descidas da TSU das empresas e à sua capitalização;
- Subsídio de desemprego ao fim de menos tempo de contribuições mas durante um período mais pequeno.
